Porto VI | Serralves

by - 17 janeiro

Logo depois da Casa da Música apanhámos o autocarro para Serralves. Ou, atendendo ao número de pessoas do grupo, fizemos uma excursão até lá. Em passo apressado graças à ânsia de chegar depois à Livraria Lello, como já vos expliquei por aqui, sabíamos que não íamos ter muito tempo para ver Serralves de fio a pavio. Visitámos o Museu de Arte Contemporânea de Serralves e uma (pequena) parte dos jardins. A (famosa) Casa de Serralves terá de ficar para uma próxima vez. Ainda assim, nem por isso saí de lá menos satisfeita; afinal, é uma obra do Siza.

O Museu permite a entrada livre a quem é estudante sendo que precisamos apenas de apresentar o nosso cartão de estudante. A nossa entrada deu acesso não só ao museu como também ao parque o que, para quem não é estudante e não tem outro tipo de cartão jovem ou sénior, custará 8,50€. Há marcações prévias caso queiramos um guia pela exposição ou, tal como o nosso grupo fez, podemos ser nós o nosso próprio guia e andar ao nosso próprio passo.







As exposições que são exibidas têm um prazo para lá estarem, podem ser colectivas ou individuais e nacionais ou internacionais. Como o próprio nome do Museu indica, as exposições são compostas por colecções que representem a arte contemporânea.

Projectado pelo arquitecto Siza Vieira numa completa simplicidade arquitectónica e situado num ambiente genuinamente natural, tornou-se o museu de arte pago mais visitado do país e um espaço de referência. Menos é mais - sempre o ouvi - e o museu é um completo mais. 















A arquitectura contemporânea do próprio museu é de se cortar a respiração. O Siza consegue sempre - mas sempre! - deixar-me de queixo caído a olhar para os seus trabalhos. Numa primeira vista, parece simples. Simples demais, quiçá. Mas um olhar atento consegue perceber que o que o Siza faz não é fácil, os planos que ele cria e o objectivo que ele tem em criá-los estão sempre à vista de toda a gente na sua arquitectura, porém, nem todos conseguem ver. Sei perfeitamente que não os capto a todos - parece-me um trabalho impossível, admito - mas os que capto, encantam-me sempre mais um bocadinho.



Eu gosto de arte. Adoro, não tivesse eu seguido essa área. Apreciei a contemporaneidade das exposições do museu e registei, para mim. Não vos sei precisar o que senti a ver cada peça de arte que vi e acho que não o devo fazer. Prefiro olhar e pensar sobre elas do que ouvir alguém pensar por mim e acho que assim é que deve ser, devemos puxar pela nossa imaginação e tentar entrar na do artista a fim de perceber o que está diante de nós; prefiro porque o que eu vejo não é o mesmo que o que um de vós vê.

Talvez por não querer fazer uma longa leitura das obras, os meus registos acabaram por se basear um pouco na relação do público com a arte do que propriamente e exclusivamente na arte. Eu gosto disso, da relação das pessoas com qualquer coisa e espero, honestamente, que vos inspire a querer relacionar-se com a arte também.  

Terminada a visita ao museu (que não ficou nada terminada), fomos dar uma espreitadela a uma parte do parque. Sabíamos, de antemão, que era lindo. Muito verde, muito grande, pouco monótono. Confere, é tudo isso. E eu nem sequer vi tudo...!








Desse lado, acuse-se quem pode visitar esta maravilha aos fins-de-semana. Quem vive neste Porto encantador. Acuse-se quem visita. Quem nunca visitou, atreva-se! Descubram mais do que eu descobri e tirem muitas fotografias. 

Amanhã há um passeio pela Ponte D. Luís I, já de noite cerrada. Um passeio que nos leva a ver o Porto, de Vila Nova de Gaia. É a vista mais bonita que se tem sobre a cidade, garanto. Fiquem desse lado.

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