No LX Factory

by - 13 março

Numa primeira vista de olhos. Uma vergonha para quem estuda ali ao lado e nunca tinha visitado este espaço tão característico. Já o tinha debaixo de olho há largos meses mas queria ir lá com o tempo que o espaço merece. Assim fiz. Fizemos, aliás. Eu e as outras futuras arquitectas com quem passo os meus dias e que começam a tornar-se uma fiel companhia na descoberta de espaços bonitos. Alinham sempre, e encantam-se tanto ou mais do que eu. Ficou a promessa que havíamos de lá voltar um dia e a uma hora mais tardia, a fim de apreciar as luzinhas que se distribuíam pela rua logo à entrada.
O Lx Factory fica numa rua mesmo ao lado do Calvário ou, mais precisamente, mesmo ao lado do Lisbon Village Underground que visitámos aqui. Fácil de encontrar e ainda mais fácil de nos encantar.


Acredito vivamente que as pessoas que estudam e amam as artes têm outra capacidade para apreciar. Assim que chegamos, ficamos automaticamente encantados - pelo menos nós ficámos - com as luzes penduradas, os panfletos artísticos, o aspecto vintage, as paredes que ganharam outra identidade com a cor que lhes deram e, claro, com cada loja e lojinha. Apetece ver tudo de uma só vez, absorver tudo, mas comprometemo-nos a voltar e ficámo-nos pela Livraria Ler Devagar e pelo Bairro Arte. Todos os outros estabelecimentos ficam para uma e outra e outra (e outra...) próxima.








E entretanto encontramos a Livraria Ler Devagar, que fez as nossas delícias. Se há coisa que todas nós gostamos são livros, embora o tempo para os devorar seja escasso graças à arquitectura. Fomos percorrendo cada canto que nos era permitido e, uma vez mais, um e outro detalhe apaixonante. 












































No topo da Livraria - ou será que posso dizer no último piso? ou patamar? - existe uma exposição que nos despertou a atenção. À primeira vista, um molho de maquinarias com uma funcionalidade que nos parecia abstracta. Até que chegou o senhor Pietro Prosérpio - italiano que por cá se instalou - e que se dedica a reinventar estas máquinas com objectos e peças recicláveis. Cada invenção com a sua história e cada história mais engraçada do que a outra. Confessou-nos o senhor Pietro que nem ele sabe para quê que servem todas aquelas invenções. Chegou até a criar algo com uma função, um ventilador, que posteriormente conseguiu vender mas não o deixou satisfeito - precisamente por ter uma funcionalidade.







E descemos tal como subimos - mas afinal para quê que serve isto? Convenhamos, podem até não servir para nada, mas dá gosto saber que alguém se dedica assim a algo e que se dedica tão bem. Assim se realiza e assim é feliz. Que continue a inventar, o senhor Pietro. E havemos de voltar à Livraria para nos sentarmos e para provar O Bolo da Marta.
Quase em frente, o Bairro Arte. Felizes os que conhecem esta loja! Soubesse eu que havia aqui um Bairro Arte deste tamanho já cá tinha vindo há muito! Entrar nesta loja é sempre um misto de "que querido!" e "não acredito que inventaram isto", mas a verdade é que eu cá, se pudesse, tinha a loja quase toda de tão hilariantes que são aqueles objectos.














Não tirei muitas fotografias de tão entretida que estava a percorrer a loja. Mas dá para perceber toda uma genialidade aqui exposta e dá para ganhar curiosidade para ir ver, não dá?





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