Restaurante Panorâmico de Monsanto

by - 23 janeiro

Com a melhor vista de Lisboa, garantidamente! Faz parte da minha lista de sítios a descobrir desde que soube da sua existência, em 2013, através do jornal P3 - aqui. E está finalmente rasurada da lista! 













Este edifício arrebatador, cuja construção data de 1967, está a degradar-se há mais de uma década a uma velocidade imperdoável. Foi projectado pelo arquitecto Chaves da Costa e está localizado no alto de Monsanto, onde somos brindados com a melhor vista panorâmica da nossa cidade.































É conhecido desde sempre como o Restaurante Panorâmico de Monsanto mas já foi tecto de outros negócios, nomeadamente uma discoteca, bingo, escritório e até um armazém de construções, diz-se.
Mas uma obra arquitectónica tão interessante não pode estar entregue a um negócio que não permita a glória do próprio edifício. Assim como também não pode estar ao abandono, cada vez mais frágil aos danos naturais e sobretudo à mercê da mão humana, que tem vindo a ter um papel demasiado significativo nesta degradação. Os revestimentos das paredes são quase engolidos pelos graffitis e o chão decorado, que em tempos foi (mais) uma característica deslumbrante do restaurante, dá lugar aos imensos estilhaços de vidro. Mas a verdade é que, mesmo degradado, nem assim perde o encanto.
 


































Mas o verde, que é a coisa mais bonita de Monsanto, isso ninguém lhe tira! E eu podia ficar horas a fotografar todo o envolvente e a imaginar os jardins maravilhosos que em tempos ali existiram.

























E se cá fora é um encanto, lá dentro, à medida que descobrimos e subimos, o fôlego vai-se perdendo.



















Se Chaves da Costa fez um bom trabalho a nível arquitectónico, o trabalho de Luís Dourdil, Querubim Lapa e Manuela Madureira também enriqueceu a obra. É possível ver obras de arte em cada canto e nem uma é capaz de desiludir. Melhor ainda é que continuam lindas e intocáveis.




















Até que o fôlego se perde, inevitavelmente, ao chegar ao miradouro. O ponto mais alto. E o mais bonito, aposto. Mais uma vez a presença de um piso lindo. Mas aqui, tudo é abafado pela vista - e que vista! Contou-nos o painél de azulejos de Manuela Ribeira Soares, datado de 1966, que dali se avista até o Palácio da Pena. É impossível intensificar a grandiosidade deste sítio maravilhoso.







































E despedimo-nos de outra aventura que já queria ter realizado há muito. Uma aventura que recomendo. Para os mais perdidos mas ainda assim curiosos - como nós - aqui ficam as coordenadas para uma chegada mais rápida ao destino: 38°43'42"N   9°11'5"W.

Obrigada a ti, que te entusiasmas tanto quanto eu nestas descobertas. E que me acompanhas sempre.

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2 comentários

  1. que pena estar a degradar-se... :s

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    1. Uma pena mesmo. Pior é saber que, por este andamento, daqui a uns anos não há um local assim em Lisboa.

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